Notícias da Paritária I – Já pro castigo!

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Prezados associados e colegas,

Esta é a primeira de algumas matérias que publicaremos sobre a reunião paritária realizada hoje, 17/07/2015,  entre a Diretoria do Sindicâmara e a administração da Casa com o propósito de negociação* da Pauta de Reivindicações de 2015.

* Negociação: s.f. Ação ou efeito de negociar. Entendimento entre governos, que visa a um acordo internacional bilateral ou multilateral (Não se trata de ouvir, registrar e fazer o que bem entender, dizendo “sou eu quem manda”, nem espernear e dizer que “não aguenta mais e não tem paciência” para tratar do que lhe cabe).


Como já havíamos conversado na nossa Assembléia, qualquer movimento do Sindicâmara seria utilizado como justificativa para a administração da Casa cortar uma das nossas mais antigas conquistas: as 36 horas semanais.

Depois de apontarmos, através desse espaço, a absurda diferença de valores entre a solução de registro eletrônico de ponto da Câmara e da Assembléia Legislativa, e na falta de uma explicação plausível, veio a esperada retaliação: na reunião da Comissão Paritária, o Presidente da Casa, ver. Mauro Pinheiro, comunicou que, a partir da próxima semana, a Casa exigirá o rigoroso cumprimento da carga horária prevista na Lei 5811/86, ou seja, 40 horas semanais.

Mas para quem acha que esse é o único “castigo” imposto pelo “patrão” aos funcionários malvados, ainda há requintes de autoritarismo: os livros-ponto passarão a ser recolhidos durante o expediente para verificação e corte do ponto daqueles que não tiverem assinado, tudo acompanhado do respectivo desconto salarial.

Aí começamos a nos perguntar: quem passará recolhendo tantos  livros-ponto diariamente? Contratarão mais estagiários? Utilizarão carrinhos? Quantos carrinhos serão necessários para suportar uma tarefa tão boba? Vão dar essa atribuição a quem, ao DG? O DG está com tempo? E como ficará a fiscalização do estacionamento? Ai, ai, ai, esse desvio de função! R$ 26 mil não são pra isso!

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Falando sério.

Por mais que a administração da Casa não responda nossas questões, algo terá de ser explicado oficialmente: se o apontamento do TCE, já publicado pelo Sindicâmara, aponta unicamente a falta de controle de freqüência para os Cargos em Comissão na Casa, a Administração vai passar a cobrar as 40h e recolher o livro ponto dos CCs também? E dos cedidos, que na origem têm carga horária de 40h?

Se fizer, vai demonstrar que realmente está preocupada com o tão divulgado controle e transparência. Caso contrário, é a pura e simples demonstração de que apontar os problemas da Casa tem uma só conseqüência: Castigo!